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Telefónica estende promessa de dividendos

Telefónica estende promessa de dividendos

 

A espanhola Telefónica irá estender seu já atrativo dividendo para além de 2012, informou a companhia a investidores nesta quarta-feira.

O maior grupo de telecomunicações da zona do euro irá focar na alocação eficiente do fluxo de caixa para priorizar a remuneração aos acionistas e a redução do endividamento, disse o chairman da Telefónica, Cesar Alierta, em encontro com investidores em Londres, acrescentando que os investimentos serão limitados a compra de frequências em leilões.

A Telefónica reiterou o compromisso de pagar um dividendo de 1,75 euro por ação em 2012 –que alguns analistas colocaram em dúvida– e anunciou a meta de uma remuneração mínima anual ao acionista de 1,75 euro por ação depois disso.

Após 2012, a empresa definirá qual a forma mais atrativa de recompensar os acionistas, se por meio de dividendos, recompra de ações ou uma combinação de ambos, dependendo das circunstâncias e da preferência dos investidores.

“Isso deveria ser bem recebido pelo mercado, mas talvez alguns tenham interpretado que a porta ficou aberta para uma remuneração parcial do acionista por meio de recompra de ações ao invés de dinheiro. De qualquer forma, a disciplina financeira em não aumentar a alavancagem para pagar dividendo é uma boa notícia”, disse em relatório o JB Capital Markets.

A receita do grupo espanhol –que no Brasil controla a Vivo e a Telesp– deve crescer de 1 a 4 por cento ao ano, em média, entre 2010 e 2013, e a dívida caíra por meio da venda seletiva de ativos, como a central de atendimento Atento ou sua fatia na Portugal Telecom.

Uma das principais apostas da Telefónica é no mercado brasileiro, que deve ajudar a compensar a estagnação na Espanha.

A estratégia do grupo é se concentrar em crescimento de dados móveis, com expectativa de expansão anual de banda larga sem fio de 30 a 35 por cento de 2010 a 2013.

A Telefónica teve lucro líquido de 10 bilhões de euros no ano passado. O desempenho fora da Espanha na Europa e na América Latina foram suficientes para ofuscar a fraqueza no mercado doméstico, onde a economia patina depois do estouro de uma bolha no mercado imobiliário.

A América Latina representa 43 por cento da receita do grupo, contra 40 por cento em 2009. A Espanha, por sua vez, reduziu seu peso no faturamento para 30 por cento, de 35 por cento.

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